A Biblioteca/Centro de Recursos da Escola Secundária Nuno Álvares, em Castelo Branco, está integrada na Rede de Bibliotecas Escolares desde 1999. Existe igualmente a Biblioteca Egas Moniz, que data da fundação da Escola (1946) e que possui um fundo reservado.
segunda-feira, 30 de maio de 2011
Portal da Língua Portuguesa
Não tenha dúvidas sobre o Acordo Ortográfico (AO): visite o Portal da Língua Portuguesa em http://www.portaldalinguaportuguesa.org/?action=acordo
Acordo Ortográfico
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Conferências em linha no sítio da dgidc
segunda-feira, 11 de abril de 2011
Projecto CATA LIVROS
CATA LIVROS é o novo projecto desenvolvido pela equipa GULBENKIAN/CASA DA LEITURA que utiliza a internet para aproximar os jovens leitores de um conjunto de títulos essenciais da literatura para infância e juventude, com destaque para a produção nacional, assentando no carácter lúdico e interactivo das narrativas e desafios propostos.
Animado por uma equipa que inclui João Paulo Cotrim, Fernandina Fernando, Elsa Serra e Mariana Sim-Sim David, entre outros, o portal CATA LIVROS é dirigido aos leitores iniciais e medianos (sensivelmente, dos 8 aos 12 anos) e está construído a partir da metáfora de uma casa, com as suas salas e saletas, cantos e recantos, caves e sótãos, e que levam títulos como "salão salamaleque", "janela de papel" ou "cozinhório & laboratinha". O mocho, ícone carismático da CASA DA LEITURA, ganha como parceiro um corvo, e ambos servem de cicerones na aventura em que se transformará a leitura.
Os livros abordados são escolhidos segundo critérios de qualidade literária e estética, mas também de representatividade histórica e estilística, sem descurar a atenção ao texto e ao grafismo. Cada mês terá um tema diferente (para começar, por exemplo, «Histórias de bichos estranhos») e, dentro desse tema, um livro destacado e, pelo menos, dezanove outros abordados de modos diversos.
O CATA LIVROS permite também aos mediadores (bibliotecários, professores, educadores, etc.), bem como ao mais generalista dos públicos (pais e jornalistas), por um lado, aceder, através de um conjunto diversificado de recursos, aos livros que alimentam a curiosidade de leitores da mais tenra idade até à adolescência, e, por outro lado, a um conjunto de reflexões, projectos e práticas na área da promoção da leitura.
A equipa que desenvolve o CATA LIVROS acredita que os livros e tudo aquilo que eles contêm, começando nas palavras e imagens, contribuem para tornar a vida melhor. Acredita ainda que ler é um direito e um prazer que pode ser descoberto com pequenas, mas decisivas, ajudas de outros leitores.
Saiba mais em www.catalivros.orgquarta-feira, 23 de março de 2011
"Resistir", de Elsa Ligeiro
Hoje é Dia Mundial da Poesia 2011. Texto, a propósito, recebido (in “De Rerum Natura”) de Elsa Ligeiro, editora de poesia ("Alma Azul"):
A 21 de Março celebra-se o Dia Mundial da Poesia. A UNESCO, em 1999, para preservar a diversidade Linguística da Humanidade, decidiu criar um Dia que servisse para reflectir a identidade dos povos a partir da sua Língua.
Portugal já o faz há algumas décadas porque o dia da sua identidade multicultural, 10 de Junho, é também o do maior poeta de Língua Portuguesa: Luís Vaz de Camões. Por Portugal ser um país de Poetas? Sim, penso que este lugar-comum tem mais profundidade do que aparenta. Mas não pela versão popular que há em cada português um lírico.
A Poesia, ao contrário do que pensam muitos, não é um jeito especial para a rima. Há grandes poetas que não só rejeitam a rima, como insistem em fugir à sua música. Apenas porque o que procuram acima de qualquer toque de prazer, ou beleza, é a verdade sublime das coisas.
A procura da verdade, do saber, é o primado da poesia. Mas também ir ao fundo, mais fundo, da identidade humana e social. O que é ser humano. Qual o nosso limite para nos conhecermos e nos relacionarmos com os outros. Porque amamos e odiamos. Porque somos altruístas e vingativos. Porque nos transcendemos na paixão e nos suicidamos no desespero. Porque toleramos ditadores e fazemos revoluções. Sei que todas as ciências sociais têm uma, ou duas, destas preocupações humanas para resolver. A Poesia e a Filosofia têm-nas no seu conjunto. Mas enquanto a Filosofia procura o ontológico para pensar o mundo, a poesia ousa fazê-lo a partir de dentro (há quem goste do coração como metáfora). De dentro, e do mais profundo poço da razão, do amor e do ódio que é possível ao que é humano.
É por isso (e só por isso) que a poesia exige esforço e empenhamento de todos os sentidos. A quem a escreve e a quem a lê. Eduardo Lourenço lembra-nos que:
“a Poesia – quer dizer a longa trama dos poemas onde a humanidade a si mesma se construiu, a única Arca de Noé que sobrevive a todos os dilúvios – não é a nossa maneira de nos evadirmos do que somos, mas de nos apercebermos de quem verdadeiramente somos. É uma barca de palavras, mas tem o poder de transfigurar o que é opaco e não humano naquela realidade que tem um sol no meio e chamamos vida, a nossa vida, a nossa única vida”.
Se hoje, ao olharmos para um livro de poesia, fino, pequeno, reduzido ao essencial; este não tem a força de nos interpelar, é porque o poder nos vigia e ameaça. Com o peso das palavras que transformam a linguagem e a comunicação num palavreado demagógico com que esse poder insiste em confirmar a sua (pouca) importância. Não será este o momento certo para perguntar se não nos condenaram já à pena capital do medo? Como a seu tempo nos avisou, com a sua habitual lucidez, o poeta Alexandre O’Neill, no seu Poema pouco original do medo.
terça-feira, 22 de março de 2011
21 de Março - Dia da Poesia
Se toda a vida é um desafio
De Diogo Bernardes (1520-1605), no dia Mundial da Poesia
Se toda a vida é um desafio,
Se sobre nada tem seu fundamento,
Que descuido este meu? Qu'errado intento?
Que pretendo? Qu' espero? Em que me fio?
Oh vida humana, folha em seco estio
Levada pelo ar de qualquer vento!
Oh flor de primavera, num momento
Chamuscada do Sol, murcha de frio!
Quando cuido no tempo atrás passado,
O que passei m´espanta, o por vir temo,
No presente não sei que m´embaraça.
Mas, ainda que de ti tam alongado,
Ordena tu que torne, ó Pai supremo,
Este pródigo filho a tua Graça.
In Ferreira, M.E.T. & Paula, B.M. (1960). Textos literários: século XVI. Lisboa: Aster, 431-432.